Fernando António

Pois é António. Mais um. Um de enriquecimento, que se junta ao teu saber, forma de estar, profissionalismo e de Um coração do teu tamanho.

Tanto que aprendi contigo. E não foste mais Um. Foste, e continuas a ser, uma referência na minha vida profissional. Mas não só. Lembro tanto - vou aqui contar com a tua anuência - um episódio. Estávamos no início anos 90 (não lembro o ano) e estando eu a exercer funções de secretário-geral da TSF, recebo uma chamada da PSP, numa sexta-feira ao final da tarde. Era do Governo Civil a dar conta que tinham detido um cidadão de seu nome António Macedo. Face ao meu incrédulo estado, em que fiquei, questionei os motivos.

“O senhor Macedo, estava a conduzir sem carta devidamente homologada em Portugal, já que o título era de Angola.” Respirei de alívio e fui imediatamente para o Chiado. Levava comigo um pacote de cigarros, já que tinha a informação que só na segunda-feira, serias presente ao juiz. Chegado ao Governo-Civil, o polícia encaminhou-me para o interior das instalações. Pensava, erradamente, que iria encontrar-te em baixo. Qual quê. Algazarra no bar da Polícia, onde só se ouvia a tua voz.
Contavas histórias, para gáudio dos agentes. Ficou-me registado esse momento. Por seres exactamente assim. Alguém com quem se aprende, também a estar de bem com a vida.

É um privilégio, António. Ter-te conhecido e ter aprendido tanto contigo.

Recebe um beijo, de agradecimento e também de enorme amizade e respeito.

Parabéns Camarada!